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Governo anuncia fim do programa de carro zero com desconto, e estima 125 mil veículos vendidos

07 de julho de 2023

Ao todo, foram liberados R$ 650 milhões dos R$ 800 milhões previstos para automóveis populares; R$ 150 milhões restantes serão usados para compensar perda de arrecadação em impostos. Desconto continua para ônibus e caminhões

Governo anuncia fim do programa de carro zero com desconto, e estima 125 mil veículos vendidosVice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin – Foto: TV Globo/Reprodução

O governo anunciou nesta sexta-feira (7) o fim do programa de descontos para carros populares, com a liberação de todos os recursos disponibilizados para as montadoras. A estimativa do governo é que 125 mil veículos tenham sido vendidos. A iniciativa continua para compra de caminhões, ônibus e vans.

Com a liberação de todos os recursos, o programa termina um mês após ser lançado, no início de junho. Inicialmente, o prazo previsto era de quatro meses. Os descontos foram de R$ 2 mil a R$ 8 mil para carros de pequeno porte, com valor total de até R$ 120 mil.

Ao todo, foram liberados R$ 650 milhões dos R$ 800 milhões previstos em descontos para essa modalidade. Os R$ 150 milhões restantes serão usados para compensar a perda de arrecadação em impostos, causada pelo desconto no preço final dos veículos.

Para caminhões, foram utilizados R$ 100 milhões dos R$ 700 milhões disponíveis. Já para ônibus, do total de R$ 300 milhões, R$ 140 milhões já foram solicitados.

As informações foram divulgadas pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin, em entrevista a jornalistas. Segundo o ministério, o programa "deu fôlego à cadeia automotiva".

Segundo Alckmin, só para pessoas físicas, foram disponibilizados R$ 500 milhões em créditos, com a aquisição de 95 mil veículos. No dia 30 de junho, foram emplacados 27 mil veículos – maior número já registrado na série histórica, de acordo com o vice-presidente.

"Se você pegar o auge da indústria, foi a produção de 3,8 milhões de veículos. Esse foi o auge. Hoje, a produção é 2,3 milhões. Naquele período, dos 3,8 milhões, não teve um dia que emplacou 27 mil veículos", disse.

De acordo com o governo, a última semana de junho foi o período com maior venda de veículos leves dos últimos 10 anos.

Mais cedo nesta sexta-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já tinha dito que não havia mais "espaço fiscal" para a ampliação da iniciativa.

"Isso aí exige compensação e estamos chegando num momento, no meio do ano, em que não há mais espaço fiscal para isso", declarou.

Dados por montadora

Segundo o governo, a maior parte dos descontos foi concedido pela montadora Fiat, seguida pela Volkswagen e Renault. Veja a lista abaixo:

  • FCA Fiat Chrysler: R$ 230 milhões 
  • Volkswagen: R$ 100 milhões 
  • Renault: R$ 90 milhões 
  • Hyundai: R$ 80 milhões 
  • GM: R$ 50 milhões 
  • Peugeot Citroen: R$ 50 milhões 
  • Nissan: R$ 20 milhões 
  • Toyota: R$ 20 milhões 
  • Honda: R$ 20 milhões

Desenho do programa

No total, o programa liberou R$ 1,8 bilhão para baratear o preço dos automóveis zero, principalmente carros populares e frotas de caminhões e ônibus menos poluentes.

O desenho inicial do programa previa R$ 1,5 bilhão, mas, no último dia 30, o governo liberou outros R$ 300 milhões, com recursos provenientes da retomada parcial de impostos sobre o diesel.

Os recursos foram distribuídos da seguinte forma:

  • R$ 800 milhões para carros populares; 
  • R$ 700 milhões para caminhões; 
  • R$ 300 milhões para vans e ônibus.

Ao lançar o programa, no início de junho, o governo anunciou que a fonte dos recursos era a reoneração do diesel em R$ 0,11, a partir de setembro. Os recursos adicionais de R$ 300 milhões, por sua vez, vieram do aumento dos impostos em mais R$ 0,03 por litro de diesel, a partir de outubro.

(Fonte: d1)



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